Numa época em que o valor da saúde está no centro do quotidiano há quem a reavalie após a sua perda. Diante de um sistema de saúde que está na unidade de terapia intensiva, os pacientes tentam sobreviver contra a doença e o sistema que muitas vezes falha em sustentá-los. Nesse cenário, as pessoas que cuidam e estão ao seu lado nos momentos difíceis de diagnóstico, tratamento e recuperação desempenham um papel importante para o paciente. Mas o que acontece nas doenças de longa duração onde a demanda de cuidados é diária e por longos períodos de tempo que podem chegar ao fim da vida do paciente? O papel do cuidador de idosos é como o ator coadjuvante nos filmes. Assim como em um filme as câmeras sempre focalizam o protagonista, mas a trama é desenvolvida por quem está ao seu redor, o mesmo acontece com os pacientes e cuidador de idosos. Gostaria de esclarecer melhor o papel do cuidador de idosos, a importância da sua contribuição para o tratamento, mas também as suas próprias necessidades. Quem poderia estar por trás desse papel? O familiar, o amigo, o enfermeiro, mas também um voluntário. Outros, pela relação com o paciente, como companheiro, pais, irmãos, filhos, parentes próximos e amigos, cuidam do paciente porque o sentem como uma necessidade e obrigação moral e/ou social. Outros por meio de sua ocupação profissional optaram por cuidar do paciente, como os enfermeiros. Não me refiro aos médicos porque o seu papel é centrado no diagnóstico e tratamento e não tanto no cuidado. Outros, no contexto de sua própria percepção de contribuição social, optam por ficar ao lado dos pacientes voluntariamente. Motivações diferentes, mas mesmo objetivo… cuidar do paciente.